Tecer e empoderar: as entrelinhas do saber-fazer do crochê de um grupo de mulheres artesãs

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.20435/multi.v21i59.2704

Palabras clave:

saber-fazer, patrimônio imaterial, artesão, crochê, artesanato

Resumen

A presente pesquisa abordou o ofício do crochê e os valores relacionados ao saber-fazer do artífice, focalizando o trabalho de mulheres crocheteiras da região Sul do Estado de Minas Gerais, Brasil, pelo viés do patrimônio imaterial, estabelecendo interdisciplinaridade entre patrimônio, arte, artesanato e moda. Partiu-se do princípio de que a valorização do saber-fazer de uma comunidade contribui para a permanência da tradição, para a construção da identidade, da afirmação do sujeito e da cultura, bem como para a valorização do produto advindo do ofício. Investigou-se, por meio de uma abordagem de pesquisa-ação e de entrevistas semiestruturadas, de que maneira o saber-fazer pode valorizar um grupo de mulheres artesãs do Sul de Minas. Os resultados obtidos remetem à importância do encontro entre essas mulheres, favorecendo a troca de saberes e a permanência da tradição, e também revelam aspectos econômicos relacionados à geração de renda advinda da comercialização da produção artesanal.

Biografía del autor/a

Bianca Xavier Lemes, Universidade Federal de Minas Gerais.

Doutoranda e mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Bacharel em Artes Plásticas e licenciada em Arte Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

Andréa Franco Pereira, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Sciences Mécaniques pour L’Ingenieur − Université de Technologie de Compiègne (UTC, França). Professora do Departamento de Tecnologia do Design, da Arquitetura e do Urbanismo, Universidade Federal de Minas Gerais. Designer de produto pela FUMA, atual Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

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Publicado

2020-03-12

Cómo citar

Lemes, B. X., & Pereira, A. F. (2020). Tecer e empoderar: as entrelinhas do saber-fazer do crochê de um grupo de mulheres artesãs. Multitemas, 21(59), 169–190. https://doi.org/10.20435/multi.v21i59.2704